quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Uma pescaria inesquecível

Ps:Amigos, este belo texto chegou até minha pessoa. Então aqui estou para compartilhar com vocês esta mensagem.
Ps2:Infelizmente 95% por cento do povo não sabe o que é ética. Quem sabe este texto ilumine uma mente.
Ps3:Abs e um bom feriado a todos!


Ele tinha onze anos e, a cada oportunidade que surgia, ia pescar no cais próximo ao chalé da família, numa ilha que ficava em meio a um lago. A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada. O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água. Logo, elas se tornaram prateadas pelo efeito da lua nascendo sobre o lago. Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha. O pai olhava com admiração, enquanto o garoto habilmente e com muito cuidado, erguia o peixe exausto da água. Era o maior que já tinha visto, porém sua pesca só era permitida na temporada. O garoto e o pai olharam para o peixe, tão bonito, as quelras para trás e para frente. O pai, então, acendeu um fósforo e olhou para o relógio. Eram dez da noite, faltavam apenas duas horas para a abertura da temporada. Em seguida, olhou para o peixe e depois para o menino, dizendo:
- Você tem que devolvê-lo, filho!
- Mas, pai, reclamou o menino.....
- Vai aparecer outro, insistiu o pai.
- Não tão grande quanto este, choramingou a criança.
O garoto olhou à volta do lago. Não havia outros pescadores ou embarcações à vista. Mesmo sem ninguém por perto, sabia, pela firmeza em sua voz, que a decisão era inegociável. Devagar, tirou o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água escura. O peixe movimentou rapidamente o corpo e desapareceu. E, naquele momento, o menino teve certeza de que jamais veria um peixe tão grande quanto aquele. Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje, o garoto é um arquiteto bem-sucedido. O chalé continua lá, na ilha em meio ao lago e ele leva seus filhos para pescarem no mesmo cais. Sua intuição estava correta. Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite. Porém, sempre vê o mesmo peixe, repetidamente, todas as vezes que se depara com uma questão ética. Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de certo e errado. Agir corretamente, quando se está sendo observado, é um coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos vendo. Essa conduta reta só é possível quando, desde criança, aprendeu-se a devolver o peixe à água. A história valoriza não como se consegue ludibriar as regras, mas como dentro delas, é possível fazer a coisa certa.
Seja ético! Faça a coisa certa!

4 comentários:

Kari disse...

Caramba, nunca haviam me explicado tão bem o que é ética.

Linda a estória.

Seria muito ótimo se existissem mais pais como esse, né?

Um beijão pra tu,
Kari

Menina Lunar disse...

Pois é. Se todos os pais dessem esse tipo de ensinamento, a sociedade seria outra, cheia de adultos responsáveis e conscientes.
Belíssimo texto.
Beijo!!

Alexandre Hallais disse...

Brou!!!! Demais!!!!

Adorei seu texto.
Que história linda! Fantástica. Eu estava me sentindo o guri da história. Senti o cheiro na água e do peixe. Deu até para o vento despentear-me.

Muito bom cara!

Um abraço.

Priscilla Pontes disse...

Acho que devíamos encaminhar esse texto ao congresso..

Bela moral que mostra que a ética é estar limpo com sua consciência acima de tudo, pois pode n ter ninguém olhando ao seu redor, mas vc está vendo o que está fazendo e sabé que não é correto.

ótimo post!
todos precisavam ler isso...vou passar por email aos meus contatos.


Bjos.